Toda glória reúne em si o peso do caminho. Os meus heróis são farsantes do tempo. Não posso acreditar no valor extenso e quase abrupto do instante final. Fico com as epopéias continuamente vividas e irremediavelmente sofridas. O calor do sorriso só o é no instante em que está conjugado com a própria trama. E se faz denso porque não vem de um eu heróico, mas brota de um plural qualquer. Sorriso outro é frio. Quero as verdades ardentes dos momentos múltiplos. Crenças unitárias ficam ao lado, enquanto organizo os muitos nós continuamente relacionados em cada circunscrição que vive em mim. Para sempre percurso.
sábado, 7 de novembro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Phantom
Silencio meu tormento como se pudesse ao menos atingir em cheio a origem, mas ainda há muito barulho. Sim, estou buscando aquela coisa tão especifica que é preciso de um grito orientador: - Siga, vá ao sul, lá estará. Grito falho. Tudo retoma lembranças e recria-se em eco, pois ainda estou desnorteado pelo o que existiu em mim. Estou caminhando lentamente, e mesmo que estivesse à passos largos bastaria encontrar a concentração no pulsar de minha veia. Tudo vai ficando enquanto sigo. Esvaecendo. Numa experiência de quase morte, um grito mudo. Estou apenas comigo e finalmente me escuto. Recaio. Pareço estar no lugar em que parti. Diferentemente, tenho agora o mapa e farei meus achados.
Trilho o futuro em direção ao que havia. E se busco o que fora, encontrarei apenas as sombras, as fagulhas, do que me faz presente. Teimo, e diante daquelas ruínas tão reais só posso sentir. Entender o mais simplório ato seria gastar o tempo. Melhor é quando posso me chocar diretamente com meu tormento, e sendo o passado presente em mim, fico como quem deseja lutar. Luto, e volto. Carrego as cicatrizes. O que fica marcado não está além do medo. Ainda não domestiquei minhas experiências. O dia em que desisti me assombra. Eu o quero, mas hoje senti aquilo marcado vibrando intenso novamente. Olho para ti e me pego recriando fatos em eco. O adeus meu para ele, agora como se fosse seu. Medo de mim, de nao encontrar em ti o que me faça abraçar.
Se já tenho uma sensação de certeza: um deslumbrar de um caminho de passos próprios; queimarei este mapa - nem por onde fui, nem por onde irei. Carpe diem. E por tudo que já me limita, ainda espero me livrar desses dois fatasmas, quiçá quatro. Terceiro, ele, passado, futuro.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
nowadays
Não bastaria dizer nunca, pois aquele moço que comigo andava podia ser doce. Se ficava, e estou, atravessado em mim, é porque prefiro permancer à ter a certeza do meu duvidar medroso que só poderia acabar num correr desesperado. Se dele não viesse o seguir, não haveria nada além do que doei. Possibilidades e probabilidades perseguem todos vorazmente. Ali eram exemplares. Eu tanto queria, e ainda que exista o que me faça ficar, penso se estou não apenas por capricho. Vaidade com certeza julgam por aí. Retomo, e digo bem dito, não vou porque nao sou fugitivo. Pago, arrisco. "Quem souber das verdades que me fale."
Certeza única só sobre um terceiro, esse sim tem lugar cativo. Onde ele está, eu nao vou entrar. Mesmo com portas abertas, e ainda que insistam, adentrar seria o ato mais tolo do que julgamento imposto aos arriscadores atirados. Esse lugar tortuoso que me seria dado é gelo, de fato não moveria nada. Nem ao menos minhas doações teriam serventia. Por ali só o terceiro. As chaves dessas portas quando foram entregues são ilusão. Terceiro não sou eu. Imitar é fazer circo, de macacos já estou cheio. Só haverá seguir, se existir um caminho de passos próprios. Enquanto isso, os dois juntos onde eu não vou estar.
Ritmo lento, meu mal.
Quando entro em campo quero logo ver gol.
Ritmo lento, bom dele.
O jogar é essencial.
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