Silencio meu tormento como se pudesse ao menos atingir em cheio a origem, mas ainda há muito barulho. Sim, estou buscando aquela coisa tão especifica que é preciso de um grito orientador: - Siga, vá ao sul, lá estará. Grito falho. Tudo retoma lembranças e recria-se em eco, pois ainda estou desnorteado pelo o que existiu em mim. Estou caminhando lentamente, e mesmo que estivesse à passos largos bastaria encontrar a concentração no pulsar de minha veia. Tudo vai ficando enquanto sigo. Esvaecendo. Numa experiência de quase morte, um grito mudo. Estou apenas comigo e finalmente me escuto. Recaio. Pareço estar no lugar em que parti. Diferentemente, tenho agora o mapa e farei meus achados.
Trilho o futuro em direção ao que havia. E se busco o que fora, encontrarei apenas as sombras, as fagulhas, do que me faz presente. Teimo, e diante daquelas ruínas tão reais só posso sentir. Entender o mais simplório ato seria gastar o tempo. Melhor é quando posso me chocar diretamente com meu tormento, e sendo o passado presente em mim, fico como quem deseja lutar. Luto, e volto. Carrego as cicatrizes. O que fica marcado não está além do medo. Ainda não domestiquei minhas experiências. O dia em que desisti me assombra. Eu o quero, mas hoje senti aquilo marcado vibrando intenso novamente. Olho para ti e me pego recriando fatos em eco. O adeus meu para ele, agora como se fosse seu. Medo de mim, de nao encontrar em ti o que me faça abraçar.
Se já tenho uma sensação de certeza: um deslumbrar de um caminho de passos próprios; queimarei este mapa - nem por onde fui, nem por onde irei. Carpe diem. E por tudo que já me limita, ainda espero me livrar desses dois fatasmas, quiçá quatro. Terceiro, ele, passado, futuro.
Alguma coisa aconteceu. Sei que aconteceu. Ou então entendi tudo errado, rs.
ResponderExcluir"Luto, e volto. Carrego as cicatrizes. O que fica marcado não está além do medo". Adorei essa parte!
Beijos!
Passado?
ResponderExcluirPassado é propulsão. Agora trate de apontar pra fé e remar.
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