Não bastaria dizer nunca, pois aquele moço que comigo andava podia ser doce. Se ficava, e estou, atravessado em mim, é porque prefiro permancer à ter a certeza do meu duvidar medroso que só poderia acabar num correr desesperado. Se dele não viesse o seguir, não haveria nada além do que doei. Possibilidades e probabilidades perseguem todos vorazmente. Ali eram exemplares. Eu tanto queria, e ainda que exista o que me faça ficar, penso se estou não apenas por capricho. Vaidade com certeza julgam por aí. Retomo, e digo bem dito, não vou porque nao sou fugitivo. Pago, arrisco. "Quem souber das verdades que me fale."
Certeza única só sobre um terceiro, esse sim tem lugar cativo. Onde ele está, eu nao vou entrar. Mesmo com portas abertas, e ainda que insistam, adentrar seria o ato mais tolo do que julgamento imposto aos arriscadores atirados. Esse lugar tortuoso que me seria dado é gelo, de fato não moveria nada. Nem ao menos minhas doações teriam serventia. Por ali só o terceiro. As chaves dessas portas quando foram entregues são ilusão. Terceiro não sou eu. Imitar é fazer circo, de macacos já estou cheio. Só haverá seguir, se existir um caminho de passos próprios. Enquanto isso, os dois juntos onde eu não vou estar.
Ritmo lento, meu mal.
Quando entro em campo quero logo ver gol.
Ritmo lento, bom dele.
O jogar é essencial.
"É fácil não querer saber, ter medo e fugir. Ser um personagem distante / É fácil beijar quem pouco te mexe. O difícil é tremer, desejar demais e arder em febre / Ter medo do que não se conhece / de descontrolar-se, de se perder, de se esquecer (...)" Vanessa da Mata
ResponderExcluirAchei essas palavras melhores que as minhas pra comentar. Um beijo e boa sorte - todos precisamos na hora de apostar.